Por Gilberto Campos

Cassio Cardoso, CTO da Qualityware, participou, recentemente, nos Estados Unidos, da 10ª edição do Uptime Symposium. O Uptime Institute, que organiza o evento, é uma instituição de aconselhamento focada na melhoria do desempenho dos negócios de infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação com base em inovação, colaboração e certificações.

Neste ano, fica claro o foco dos players do mercado de Data Center na eficiência de TI, buscando soluções inovadoras para gerenciar redução de consumo de recursos. “Há uma busca intensa por eficiência desde concepção de projeto, passando por implementação, operação e manutenção para redução de custos e sustentabilidade”, resume Cássio.

Vantage Data Center

 

O Vale do Silício mostra dois bons exemplos. O Vantage Data Center, cujo projeto físico contribui para grande parte dos padrões de energia eficiente, é a maior instalação LEED Platinum de Data Centers da América do Norte. Conta com instalações de refrigeração, baseadas em “free cooling” com extensas câmaras que fazem a captação, filtragem e circulação forçada do ar quente e frio para a sala de servidores. Quando a temperatura externa não está adequada para o free cooling, entra operação o sistema de água gelada baseado em chillers.

 

 

 

 

CenturylinkOutro bom exemplo está na CenturyLink, que tem quatro de seus 60 Data Centers globais em Santa Clara, na Califórnia, grande centro de tecnologia perto de San Francisco. Em mais de 45.000 m² de espaço de colocation combinado, os quatro Data Centers fornecem espaço, energia, rede e segurança para  um grande crescimento na região com impacto global. Atendendo muitos padrões de conformidade-chave e com selo de certificação do Uptime Institute M & O Stamp, é um grande centro de excelência operacional, protegido por métodos rigorosos de detecção de incêndios e de supressão em medidas de segurança física e biométrica em vários níveis.

Cássio Cardoso afirma que “acompanhar tendências e ver o que há de melhor dos Data Centers em operação no mundo é muito proveitoso para que melhores práticas possam ser implementadas aqui no Brasil, de acordo com nossas necessidades locais. O grande aprendizado está na importância dos processos de operação, manutenção e monitoramento nas partes ambiental e de energia, algo ainda incipente no Brasil e que pode ser explorado com mais intensidade. No case do “free cooling”, que requer grandes áreas, a solução poderia estar em pequenas máquinas híbridas, exemplifica o diretor da Qualityware.

Outro ponto que chama a atenção do mercado á computação em nuvem, que influencia em aspectos como disponibilidade, compliance, necessidade funcional, segurança, valor, escalabilidade, elasticidade, inovação  e flexibilidade. Muda também a conectividade com cargas se movendo internamente, forçando aumento de resiliência e mudando a confiança, exigindo instalações com certificações para atender grandes demandas e provocando oscilações que levam a um superdimensionamento.

Mas, para todos os grandes exemplos que os Estados Unidos mostram, lembra Cássio, “é importante salientar que os americanos contam com uma rede de telecom muito robusta em termos de qualidade, disponibilidade e velocidade para que a infraestrutura de TI possibilite um grande giro da economia local com base no melhor uso dos avanços proporcionados pela tecnologia”.